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Carros conectados à internet

Carros conectados à internet são uma realidade cada vez mais presente. Será o fim do carro como conhecemos?

Na descrição do meu perfil registrada no meu blog pessoal, uma informação merece destaque: Curiosidade é a minha maior qualidade e que encontrar padrões nas coisas é um traço inerente à minha personalidade.

Sendo fiel a esse comportamento, reagi com certa felicidade ao ler uma matéria do site CHETAN SHARMA, cujo título reflete uma tendência (um padrão de comportamento), no mundo da tecnologia que revela o avanço do fenômeno IoT (Internet Of Things – Internet da Coisas):

US Mobile Market Update – Q2 2016

A Chetan Sharma é uma respeitada consultorias do ramo de tecnologia e ajuda a elaborar estratégias de mercado para grandes empresas.

Entre as clientes da Chetan estão Disney, China Mobile, Sprint Nextel, Sony, Qualcomm, Microsoft, Intel, Samsung, Motorola, Google, Facebook, Microsoft, a Telefonica, a AT & T Alcatel Lucent, Skype, HP, Merrill Lynch, ZTE, Nações Unidas, American Express, Ricoh, e muitos outros.

Essa carteira de clientes revela, no mínimo, grande relevância dos diagnósticos e projeções realizadas pela Chetan Sharma.

Porém, o que são esses resultados senão o produto da análise dos padrões de comportamento do ecossistema abrangido pela Internet da Coisas?

Os dados revelam que identificar e padronizar comportamentos ajuda a antecipar tendências de mercado.

Desse modo, a empresa que realizar de forma mais eficiente essa análise, poderá alcançar uma vantagem competitiva.

Bom, a essa altura você já deve estar pensando: – o que isso tudo tem a ver com o título do artigo?

A tal matéria citada no início revelou que o número de conexões IoT nos EUA já superou a quantidade de conexões por celular.

Dentre o número de “coisas” conectadas à internet, os veículos deram um salto espantoso.

Carros conectados à internet, esse o foco desse artigo.

Flávio Marcelo Guardia – Advogado OAB/PE 34.067


01 – O AVANÇO DA INTERNET DAS COISAS

A Chetan Sharma coletou dados das maiores operadoras de telefonia móvel dos EUA e chegou às seguintes conclusões:

Os destaques do Q2 US Mercado Móvel 2016

  • 12 anos atrás, nos EUA, receitas de dados móveis representavam menos de 5% das receitas totais. No Q2 2016, as receitas de dados móveis ultrapassaram 75% tornando-se o segundo país, depois do Japão, a atingir esse índice;
  • As receitas de serviço diminuíram novamente, caindo cerca de 2% no período. A receita total não mostrou grandes variações, porém a receita de dispositivos mobile apresentaram um declínio;
  • As receitas geradas pelo tráfego de dados móveis aumentaram 8% no período, enquanto as receitas de voz diminuíram 31%;
  • O lucro líquido apresentou bons resultados, com um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passando, mantendo-se a AT & T na liderança com aumento de 14%;
  • As receitas da venda de mobiles diminuiu drasticamente à medida que os consumidores estão atualizando a um ritmo mais lento do que antes. Além disso, os lançamentos de novos dispositivos não têm realmente motivado os consumidores;
  • O ciclo de atualização pós-pago foi o mais lento na história. O ciclo de upgrade geral da indústria é superior a 2,5 anos;
  • Pela primeira vez, a Internet das coisas (incluindo carros ligados), ultrapassou os acessos à internet a partir de telefone e tablets combinados;
  • O mercado de carros conectados à internet tem apresentado ganho líquido superior ao mercado mobile. Pelo sétimo trimestre consecutivo a AT & T conectou mais carros à internet do que telefones e tablets combinados;
  • AT & T está dominando as receitas da Internet das coisas, juntamente a Verizon. A dupla está praticamente limpando o fluxo de receitas Internet das coisas no segmento de implantação da tecnologia de ligação das coisas com a internet;
  • A AT & T tem implantado tecnologia de ligação de carros com a internet numa velocidade 2x superior ao ritmo tablets conectados. A empresa deverá atingir 10M de carros conectados em cerca de 12 quadrimestres. Para esse mesmo número de conexões com tablets, a empresa levou 25 quadrimestres;
  • Verizon e T-Mobile dominam a maior parte do crescimento do mercado pós-pago nos últimos três anos;
  • O indicador financeiro EBITDA e o lucro líquido apresentou ganhos de dois dígitos indicando operadores estão atuando num mercado mais apertado que antes;
  • Churn Rate (taxa de evasão de clientes), apresenta números históricos mínimos. Apesar de toda a agitação no mercado com o lançamento de novos dispositivos, menos clientes estão deixando a marca a cada trimestre. A próxima oportunidade Churn Rate está chegando no próximo mês (OUT/16) com o lançamento do novo iPhone;
  • EUA devem superara a marca dos 400M nas assinaturas em 2016. A partir de Q2 2016, a contagem de subscrição situou-se em cerca de 390M;
  • O consumo de dados móveis continua a aumentar. EUA é terceiro colocado, atrás da Finlândia e da Coreia em termos de GB consumido por mês e a primeira entre as nações com mais população 60M;
  • A Verizon IoT Telematics cresceu 25% no período, atingindo US$ 205M avançando para uma taxa de execução $ 1B / ano;
  • As receitas de serviço da Apple atingiram uma média consistente e já superou o fluxo de receitas do iPad e Mac tornando-se a segunda maior fonte de receita, perdendo apenas para o lucro gigantesco proporcionado pelo iPhone;
  • AT & T e Verizon, em média, realizaram US$ 17 por mês, enquanto a T-Mobile e Sprint cerca de US$ 1,6;
  • A receita do sistema operacional Android melhorou ligeiramente, principalmente em razão dos resultados trimestrais da Samsung. Como esperado, as vendas de unidades de iPhone encolheram novamente;
  • O CAPEX (despesas e investimento em bens de capital) da Sprint foi menor na série histórica recente, caindo quase 80% em comparação com o mesmo período do ano passado;
  • Leilão de Incentivo da Federal Communications Commission (FCC), autarquia que regula o setor de telecomunicações nos Estados, criou barreiras compensação próximas aos US$ 86B, mostrando-se como um possível problema para o crescimento futuro;
  • Pokemon Go tornou-se a mais recente sensação em aplicativos, crescendo a uma taxa aproximada de 4 vezes a atingida por Angry Birds 2.

Bom, resolvi trazer todo o resumo do relatório Q2, pois poderá interessar a alguém.

Para o nosso foco, o importante está nesses dois dados:

  • Pela primeira vez, a Internet das coisas (incluindo carros conectados à internet), ultrapassou os acessos à rede mundial a partir de telefone e tablets combinados;
  • O mercado de carros conectados à internet tem apresentado ganho líquido superior ao mercado mobile. Pelo sétimo trimestre consecutivo a AT & T conectou mais carros à internet do que telefones e tablets combinados;

Não se trata apenas de um dado isolado.

O relatório analítico apontou que pelo SÉTIMO TRIMESTRE CONSECUTIVO a AT & T conectou mais carros a internet do que smartphones e tablets combinados.

Eis aí o verdadeiro foco do artigo.

Carros conectados à internet. Será o fim do carro como conhecemos?


02 – CARROS CONECTADOS À INTERNET É MESMO UMA NOVIDADE?

Pois bem, ouso dizer que a conclusão da Chetan Sharma não tem a característica de inovação.

Ao ler a matéria tive a absoluta certeza de que não estava diante de uma novidade.

Resolvi procurar no meu baú de “velharias”, e descobri que aqui mesmo, em terras tupiniquins, ainda no ano de 2013, a revista Super Interessante já havia divulgado matéria tratando exatamente desse assunto.

A matéria é longa e vem encartada nas fls. 42 a 51, da edição 327, que circulou em DEZEMBRO/2013:

flavio-marcelo-guardia-materia-super-interessante

Entre os temas abordados, cabe destacar o tópico denominado A ERA DO SMARTCAR.

Em determinado trecho a matéria registra:

“Pense nos celulares, que foram incorporando câmeras, aceleradores e outras tecnologias que ninguém imaginava ver em um telefone – mas que, somadas, deram origem uma nova categoria de produto, o smartphone. O carro vem passando por uma transformação semelhante. Radares, sensores de imagem e calor, câmeras inteligentes, sistemas de reconhecimento da fala, GPS superprecisos, roteadores para conexão à internet…”

Está aí para quem quiser ver. Carros conectados à internet não é, exatamente, uma novidade.

Aliás, a matéria também destacou que as gigantes da indústria automotiva estão trabalhando duro para aprimorar a tecnologia dos carros autônomos.

Não estou falando de Elon Musk nem do TESLA.

A matéria destaca que há muitos anos o governo dos EUA estimula empresas a desenvolver carros não tripulados.

Carros conectados à internet é apenas um passo de todo um projeto muito maior.

General Motors e Google já trabalham em projetos de carros autônomos há alguns anos.

A Volvo está trabalhando num projeto que promete embarcar uma tecnologia que vai impedir o motorista de cometer “barbeiragens”. A finalidade é eliminar mortes e ferimentos no trânsito.

A Nissan aposta que em 2020 terá desenvolvido seu carro totalmente autônomo.

Para a BMW, a partir de 2025 humanos serão inúteis ao volante, pois tanto os carros quanto as ruas estarão equipadas para “conversar entre si”.


03 – O GIGANTE MERCADO POR TRÁS DOS CARROS CONECTADOS À INTERNET

Carros conectados à internet é apenas uma pequena peça de um mercado multimilionário.

Esse mercado envolve trilhões de dólares, conforme relatado no livro DRIVERLESS CARS – TRILLIONS ARE UP FOR GRABS, de Chunka Mui, o ex-engenheiro do Massachussetts Institute of Technology (MIT).

A indústria automobilística sempre esteve no topo da riqueza mundial.

Nas últimas décadas, o império se viu ameaçado pelo avanço da indústria da tecnologia.

Que tal associar um ao outro?

Adicione o poder das tecnologias disruptivas à massificação dos veículos ao redor do mundo.

Afinal, não é somente o brasileiro que é apaixonado por carro.

A evolução da tecnologia, seus aspectos históricos e suas consequências sobre a economia e sobre o direito já foram abordados no seguinte artigo:

APLICATIVOS DE CARONA x TÁXIS – QUEM E O VILÃO?

A força desse mercado é tão grande que alguns países, reiteradamente, promovem alterações na legislação visando estimular a venda de automóveis.


04 – REALIDADE PRÓXIMA

Carros conectados à internet já não são mais sequer uma novidade.

A tecnologia embarcada nos automóveis está cada vez mais presente, e dentro do tema Internet of Things, nenhuma das coisas “conectáveis” à internet revela um mercado tão promissor quanto carros conectados à internet.

Na verdade, o carro sem motorista tem amplas implicações para a sociedade, para a economia e para as empresas individuais.

Apenas nos EUA, tecnologias sem condutor devem salvar dezenas de milhares de vidas, reduzir drasticamente o número de feridos em acidentes de trânsito, além de evitar centenas de bilhões de dólares em perdas relacionadas com o acidente a cada ano.

O carro sem motorista coloca em jogo cerca de US$ 2 trilhões por ano em receitas relacionadas, e promete jogar para a estratosfera o valor das empresas que desenvolvem esse tipo de tecnologia.

Esse mercado cria oportunidades infinitas, a atinge uma imensa cadeia produtiva vinculada à indústria automotiva incluindo os fabricantes de automóveis, seguradoras, empresas de energia e outros que compartilham da receita relacionada com o carro.

05 – OS NÚMEROS POR TRÁS DOS CARROS CONECTADOS À INTERNET

Não se assuste se Apple deixar de ser a empresa mais valiosa do mundo em breve.

A obra de Chunka Mui faz uma previsão interessante.

O mercado de carros conectados à internet, mais especificamente o carro sem motorista da Google, promete ser uma mina de ouro para empresa nos próximos anos.

Os dados estatísticos recentes comprovam que o número de carros conectados à internet superou o número de telefones:

flavio-marcelo-guardia-evolucao-itens-conectados-internet

Por que esse mercado é tão promissor?

Segundo Chunka Mui, uma parte significativa é a segurança.

Acidentes de trânsito causam quase 34.000 mortes e 240.000 hospitalizações a cada ano.

Se os carros conectados à internet e sem motoristas podem impedir a grande maioria destes acidentes, como o Google afirma que eles podem, então estamos falando de uma tecnologia que pode literalmente salvar milhares de vidas.

Essas expectativas, aliadas aos fortes investimentos em pesquisa e tecnologia, podem baixar os preços dos smartcarros.

Pela perspectiva do Marketing, o mercado também oferece possibilidades infinitas.

Quem não iria preferir uma boa distração durante a viagem, enquanto o carro é conduzido de forma segura por computadores?

Outras gigantes do mercado já perceberam que uma revolução se aproxima.

A Uber já lançou sua própria frota de carros sem motoristas:

Uber lança frota experimental com carros sem motorista nos EUA

A Tesla, de Elon Musk já trabalha o seu protótipo a algum tempo:

Primeiro Veículo Autônomo de Tesla podem estar chegando

No entanto, o recente acidente fatal envolvendo o carro da Tesla acendeu os holofotes sobre o critério segurança:

Carro com piloto automático faz sua primeira vítima

Esse aspecto, porém, não deve trazer grandes obstáculos para o desenvolvimento dessa tecnologia.

A Google, inclusive, tem adotado um posicionamento mais conservador e promete realizar testes suficientes antes colocar os veículos autônomos à disposição dos consumidores.

Tesla e Google seguem rumos diferentes com carros autônomos

Esse posicionamento da Google tem por finalidade priorizar a segurança nos carros conectados à internet e autônomos, e promete avançar o suficiente ao longo da próxima década, a ponto de torna-la empresa mais valiosa do mundo inteiro.

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25/09/16 – 21h00Egleice Luna

 

 

 

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Advogado por vocação, apaixonado por marketing e tecnologia. Um eterno aprendiz.